19 de set de 2016

O diário de Anne Frank

Autor: Anne Frank (edição por Otto H. Frank e Mirjan Pressler)
Editora: BestBolso
Páginas: 378
Sinopse: "12 de junho de 1942 - 1º de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschiwitz e mais tarde para Bergen-belsen."


O diário de Anne Frank é daqueles livros que mexem com a gente, não só pelo fato de ter como cenário a Segunda Guerra Mundial, ou por ser uma história real, mas principalmente por ser composto por relatos de uma menina tão jovem. E olhar a guerra através do ponto de vista dela é muito mais desgraçador de mentes porque ficamos imaginando tudo o que ela perdeu por causa disso e tudo o que sonhava e nunca se realizou.

Anne e a família viviam uma vida normal, até que a guerra chegou, o ódio pelos judeus se alastrou e eles tiveram que se esconder no sótão da fábrica onde seu pai trabalhava, juntamente com mais uma família e um senhor rabugento. As pessoas que estavam ajudando esses fugitivos tinham bom coração, porém estavam correndo sérios riscos ao fazerem isso porque se os nazistas descobrissem, todos seriam severamente punidos ou mortos.

Além da tensão de estarem escondidos ainda tinham que lidar com a escassez de comida, com o silêncio que tinham de fazer durante o dia, pois a fábrica ainda estava ativa, e com o convívio em grupo, o que, diga-se de passagem, era uma das piores coisas. Cada um tinha os seus hábitos, as suas manias que muitas vezes irritavam os outros e geravam vários desentendimentos.

Outra coisa que também fica bem claro é a preferência que Anne tinha pelo pai em relação à mãe, pra dizer a verdade Anne não suportava a mãe e elas tinham várias discussões feias que sempre eram amenizadas pela paciência e amor do pai. Além disso também tinham as tentativas de proximidade com a irmã mais velha, que pensava tão diferente dela, por isso Anne sentia-se muito sozinha.

E aí ela encontra no filho do casal que morava com eles um amigo e confidente para todas as horas e acabam apaixonando-se um pelo outro, foi uma pena esse amor não ter tido tempo de ser concretizado, pois logo todos do esconderijo foram descobertos e separados, cada um teve seu fim longe do outro.

Apesar de toda essa tensão em que viviam e constante medo, Anne era uma menina muito inteligente e sempre estava estudando alguma coisa, fazia diferentes tipos de aulas com sua irmã e seu pai, lia vários livros e sonhava em ser jornalista. É triste saber que esses sonhos nunca se realizaram, é triste saber de tudo que a guerra fez e mais triste ainda é saber o que a guerra ainda faz até hoje na vida de tantas outras Annes Franks por aí, quantos sonhos ela ainda desfaz, quantos diários estão sendo interrompidos, quantas vidas tiradas e tudo isso pra quê?


"Quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta. Mas pergunto-me: escreverei alguma vez coisa de importância? Virei a ser jornalista ou escritora? Espero que sim, espero-o de todo o meu coração! Ao escrever sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias."

6 comentários:

  1. É praticamente impossível não se sentir no mínimo amortecido ao ler esta história. É como se a Anne, mesmo sendo de uma época diferente, vivendo em uma situação que não consigo me imaginar sobrevivendo igual a ela, tomasse o leitor como um confidente(claro, era seu diario). Não sei, sempre me emociono, uma leitura com toda certeza, indispensável!

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  2. Já tá na lista de próximos, depois de visitar a casa/museu dá outra dimensão pra história. O pai realmente amava muito ela, afinal a casa é a "casa da anne frank", e não da família.

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  3. Oi, Ana!
    Adorei tua resenha, consegui sentir o peso do livro daqui. Tenho uma edição e vivo ensaiando ler mas acho que sempre vou adiando porque sei que é uma leitura extremamente emocionante.

    Beijos.

    BLOG COISA E TAL

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  4. Eu tenho muita vontade de ler esse livro! Fico imaginando o tanto que ela sofreu e todos sonhos que não conseguiu realizar. Ainda bem que ela teve um pai que amou muito (não sabia das discussões dela com a mãe). Acho que ela tinha tanto ainda para ter mostrado ao mundo. Sei que vou me emocionar muito, já que foi um dos piores incidentes que houve... Muito boa sua resenha, tem coisas que eu ainda não sabia, e adorei descobrir (como ela te ser apaixonado<3).
    Beijos,
    www.dosedeilusao.con

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  5. Comecei a ler esse livro tbm, muito triste imaginar quantas crianças passaram por isso, pensar que varias não tiveram a oportunidade de alcançar seus sonhos e não só crianças, como a guerra tem tirado inúmeras vidas e interrompido vários planos. Ameiii sua resenha do livro.
    beijossss

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