Irmãs de alma

20:23

Começo essa história levantando um questionamento: "O quanto você confia em uma pessoa desconhecida?" No mundo em que vivemos hoje talvez a resposta seria: "não confio absolutamente nada em pessoas desconhecidas". Pois é, eu deveria concordar, mas apesar de várias situações me mostrarem que não se deve confiar em ninguém, eu ainda insisto em acreditar nas pessoas, porque acho que o mundo ainda tem jeito, que as pessoas merecem que confiemos nelas. Eu corro riscos, é claro, mas mesmo assim ainda teimo em dar um voto de confiança. Já me decepcionei várias vezes,  e com certeza vou continuar me decepcionando inúmeras vezes mais, mas a vida sempre me mostra que essa confiança vale a pena, sempre tem aquele alguém que se salva. E dentre esses "alguéns" dignos de confiança está uma das personagens dessa história de irmandade "almática". 

Vivemos em uma realidade muito virtual e nada mais comum do que fazermos amigos virtuais, mas eu ainda sou do tempo que amizade era algo mais que isso, era olhar nos olhos, abraçar e sentir a presença ali do seu lado, dividindo a vida contigo. Por isso sinto uma dificuldade e um certo bloqueio em fazer novas amizades, porque existe essa limitação de contato com as pessoas, queira ou não, a maneira que nos relacionamos com os outros tem ficado cada vez mais artificial. Mas para tudo devemos nos adaptar e devemos estar preparados para as surpresas que a vida nos entrega.

Uma dessas surpresas chegou em algum dia do começo do ano passado em que eu estava entediada olhando o Instagram e nas fotos sugeridas estava uma foto que me chamou a atenção:


Eu vejo muitas fotos todos os dias, algumas passam desapercebidas, mas essa em especial tinha algo que me fez olhar pra ela de outra forma. Pra quem não conhece, essa rua é do lado da rodoferroviária de Curitiba, há dois anos atrás eu morei lá e ver esse lugar me trouxe lembranças que mexem comigo, algumas boas, mas outras nem tanto e fiquei pensando qual seria a história por trás dessa foto, por isso não me bastou apenas vê-la, eu queria saber mais e foi então que fui ver o perfil da pessoa que havia postado. Nunca eu gostei tanto de ser tão curiosa, mal sabia eu a surpresa que me aguardava. A dona do perfil era uma pessoa maravilhosa e eu como boa stalker que sou, fui olhar tudo e simplesmente me apaixonei, a recíproca foi verdadeira e aí começou nosso encontro de almas.

Dizem que o que é nosso vem ao nosso encontro, de alguma forma ela veio, através de uma foto começou uma linda amizade, eu posso dizer que, apesar de ter sido tão pouco tempo, nós já vivemos uma vida ao lado uma da outra, em meio a desabafos e confissões, a lágrimas e alegrias, sorrisos e poesias. Encontrei uma irmã que há tempos não via, encontrei aquele anjo que era meu guardião em outras vidas, encontrei uma alma que se conecta com a minha.

E a amizade virtual se tornou real, de repente era olhar nos olhos, abraçar e sentir a presença ali do seu lado, dividindo a vida contigo, mesmo que em outra cidade, mesmo que em outra rotina... Descobri que sim, é possível, é mágico e muito gratificante ter uma alma parecida com a sua e melhor ainda é poder encontrá-la, ou reencontrá-la, ainda nesse mundo.

"Eu te agradeço tanto, por esse amor bonito, que entrou em minha vida, entrou e foi ficando e me envolveu. Me trouxe um novo encanto, mostrou-me o infinito e aquela dor doída, a dor da solidão não mais doeu."
"Ela era uma pessoa igual a cem mil outras pessoas, mas eu fiz dela uma amiga e agora ela é única no mundo". 

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5 suspiros

  1. ahh obrigada Ana :)
    ah sério, eu me emocionei lendo seu texto.
    Eu sinto falta dessas amizades sinceras, amizades que a gente ri o tempo todo e mesmo assim a gente sabe que se for pra chorar, é com aquela amiga.
    sério, muito lindo a história de vocês e eu torço, eu rezo que a amizade de vocês perdurem, porque amizades é a nossa base!

    beijos :*
    japona.mairanamba.com

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    1. Obrigada Maíra linda!

      Sinto falta de você, preciso te escrever logo.

      Beijinhos <3

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  2. BRT
    Oi Aninha
    Que saudade, adorei seu texto e seu blog, você escreve muito bem e de uma maneira que emociona é cativa, lembra quando nos conhecemos? Eu estava com um livro e hoje vejo que você mantém a paixão pelos livros, abraços.

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    1. Nossa Will, que surpresa!

      Obrigada pela visita. Claro que eu lembro quando nos conhecemos, como esquecer? Com certeza mantenho essa paixão, é algo intrínseco.

      Saudades!
      Beijo :*

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