Ela, a.k.a eu

09:46



Este post faz parte do projeto 642 coisas sobre as quais escrever e este é o item 1 que sugere uma descrição da sua aparência física (na terceira pessoa), como se você fosse a personagem de um livro, então "senta que lá vem história".

(...) e então ela chegou, com uma delicadeza destrambelhada ao andar, parecia estar com sono, acho que estava mesmo, ela vive com sono, se tem uma coisa que ela gosta de fazer nessa vida é dormir. Não a culpo, já que dormir também está dentre minhas ocupações favoritas.

Ela vinha rápido, atrasada como sempre e com sua bota estilo coturno desamarrada, mas não tinha tempo pra isso, ou amarrava, ou perdia o horário, era sempre assim, alguma coisa ficava por fazer. Conforme ia chegando perto dava pra perceber melhor o quanto seu cabelo havia crescido desde a ultima vez que nos vimos, achei estranho ver todo aquele cabelo, justo ela que sempre achava um corte diferente pra fazer. Mas eles estavam quase no meio das costas, na sua cor natural castanho escuro, acho que de todos esse era o corte mais bonito que ela já teve, cabelos longos combinam com ela.

Seus olhos eram quase da mesma cor do cabelo, talvez um pouco mais claros, mas igualmente belos, na minha opinião cabelos e olhos eram o que ela tinha de mais bonito fisicamente, não que as outras partes do corpo fossem feias, mas essas tinham um destaque, o olhar era daquele tipo que sorri, mesmo sem mexer os lábios.

E os lábios, esses eram pequenos, mas suficientes para ficarem lindos no sorriso que ela carregava consigo sempre e no batom vermelho que ela estava usando, que por sinal combinava com a blusa. Não sei ao certo se vermelho era sua cor favorita, mas junto com o azul era a cor que mais vi ela usando qualquer coisa, seja roupa, acessórios ou aura.

Ela tinha baixa estatura, pouco mais de um metro e meio, mas era grande por dentro, pelo menos até onde a conheci. Era magra, apesar de que desde que a vi pela ultima vez acho que ganhou alguns quilinhos, mas e daí? Ela continuava linda.

Quando a vi mais de perto consegui perceber que suas unhas estavam curtas e sem esmalte algum, lembro da preguiça que sempre teve quando o assunto era esmalte, só pintava as unhas para ocasiões especiais ou quando seu humor estava ótimo.

Ela se direcionava para o mesmo ônibus que eu, quando sentamos percebi que fiquei em um lugar propício para observá-la pelo reflexo da janela e observando com mais atenção pude perceber que aquela menina que eu sentia tanta falta era meu próprio reflexo. Há quanto tempo não prestava atenção em mim mesma? Foi naquele momento que voltei a me amar (...)


Tá, esse texto ficou um pouco egocêntrico e sem sentido, mas não sei me descrever direito, essa menina poderia ser qualquer uma, mas era ela, mais conhecida como eu.


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