
Dia de folga. Folga pra dormir um pouco mais, cuidar um pouco do corpo, descansar um pouco a mente. Mas acordei mais cedo dos que os outros dias, com gente me ligando, gente do trabalho.
Acho que no fundo eu gosto disso. Pelo menos, agora. Na verdade, tenho quase certeza de que este é o momento para eu não me aborrecer com alguém me acordando para falar de trabalho. Época onde a mente e o corpo ainda obedecem. Ou quase isso.
Não tem sido fácil, mesmo agora com o cargo de gestor. Você acha que é uma pessoa chata quando os seus amigos te falam isso. E tem a absoluta certeza quando ocupa um cargo de chefe. As pessoas se incomodam demais. Não gostam de ter que fazer tudo certo, ainda mais quando não é do jeito que elas faziam ou fariam. Mas quem me dera se fosse também do meu jeito. Definitivamente, não é. Ainda continuo tendo alguém que me cobra da mesma forma, só que com um peso dobrado de responsabilidade. Pode duplicar a chatice do amigão aqui.
Mas como recita a doce voz de Marisa Monte: quem tem Deus como império, no mundo não está sozinho. Talvez, nem tanto neste blog, mas muito presente em devaneios outroros.
Hoje foi dia também de aguentar filas de banco para pagar contas. Bancos me irritam profundamente.
Todo ano divulgam a quantia avassaladora que arrecadam, mas o serviço continua uma porcaria. Começa por aquelas portas giratórias insuportáveis. Eu não sofro com elas, porque já tenho na minha consciência o poder que elas detém de estragar o dia de uma pessoa. Agora, tem gente que tem pavor de ir ao banco só de imaginar o transtorno, caso alguma moeda tenha se perdido no seu bolso.
Além do que, o descaso com o cliente é impressionante. De qualquer banco que eu conheço. Nas mesas um monte de gente bem vestida e aparentemente limpinha, pronta pra te abrir um sorriso quando você acomodar sua bunda na poltroninha. Só falta o banquete. Mas alí é onde menos se resolvem os problemas. É na fila da boca do caixa que era pra ter gente e não tem.
Daí, você olha e verifica que tem clientes que são Class, Prime, Personalité e que podem pegar uma fila diferenciada, logo, o tratamento não é o mesmo da fila do "apóia numa perna e descansa a outra." Deprimente! Por mim, os bancos podiam acabar.
Hoje foi 1 hora e meia em fila de banco. E eu não interajo, não faço amigos e não compartilho das reinvindicações. Fico quietinho. Só observo. A minha vontade é de explodir o banco. Glória a Deus por me fazer racional!
Por fim, um dia nublado, um solzinho no começo da tarde. Um dia onde aproveitei pra ficar um pouco com a mulher da minha vida, a dona Jô.
Dia curto. Um dia de pouco. Copo meio vázio.
E isso de nada tem a ver com pessimismo. Mas com sede.